Os marranos, continuadores da rica tradição cultural
e religiosa dos sefarditas ibéricos, tiveram restrito (ou melhor, quase
nenhum) acesso aos livros talmúdicos, embora alguns marranos retornados
ao judaísmo tenham se tornado grandes talmudistas, como os rabinos
Saul Levi Morteira, Isaac Aboab da Fonseca, Menasseh Israel e o próprio
filósofo Baruch Spinoza.