Ao longo da última década sua produção
literária tem sido muito fértil, com várias traduções
para as principais línguas ocidentais. O talento narrativo acompanhado
da notoriedade internacional têm feito de Kadaré um candidato
sempre lembrado para o Nobel de Literatura.
Aquilo que parecia modéstia por parte da autoridade
suprema, escondia na verdade uma falsa modéstia, como se verifica ao
longo da narrativa. A pirâmide seria mesmo levantada, não como
um fardo aos súditos, mas como um feito glorioso e de inspiração
divina: "O faraó Quéops, nosso sol, decidiu incumbir o
povo do Egito de uma grande e santa obra, maior que todos os empreendimentos
e mais santa que todos os deveres: a construção de sua pirâmide."