O Cemitério Israelita de Faro funcionou entre 1838-1932.
Em frente, num gramado novo e muito bem conservado, estão plantadas
18 árvores, doadas pelo casal Sydney e Sara Oblowitz, da cidade do
Cabo, na África do Sul. Homenagem ao diplomata português Aristides
de Souza Mendes (1885-1954), que durante a Segunda Guerra Mundial emitiu todos
os vistos possíveis para que judeus na França conseguissem fugir
do nazismo via Portugal.
Abecassis cita em seu opúsculo as seguintes famílias
judaicas que viveram em Faro: Bendahan, Pimienta, Arosh, Ezaguy, Shimhon,
Ruah, Levi, Amram, Sicsú, Buzaglo, Sequerra, Sabah, Cagi, Hamu, Obadia,
Cohen, Ledícia, Beriyor, Attias, Bytton, Aruah, Carciente, Taurel,
Amzalak, Aflalo, Bengio, Benchaya, Tobelem, Delmar, Levy, Benveniste e Benudis.
Estávamos em Pessach, e como ocorre todos
os anos, um grupo de judeus holandeses vêm para Lisboa, com todos os
alimentos apropriados, e realizam num luxuoso hotel da cidade o Sêder
como manda a tradição. Detalhe: há quatro séculos,
os judeus de Portugal, fugindo da Inquisição, organizaram importante
comunidade em Amsterdã.
A sala de seu apartamento foi transformada em sinagoga.
Ali reúnem-se os judeus retornados locais para o serviço religioso
e para o aprendizado do judaísmo. Ao todo são cerca de 200 pessoas,
a maioria parentes entre si. As principais famílias são: Mourão,
Nunes, Henriques e Costa. Eles pretendem construir em breve sua sinagoga na
cidade, mas há rabinos em Israel que gostariam que eles fizessem aliá.