No
dia 11 de setembro de 2001, os olhos do mundo inteiro assistiam, abismados,
aos atentados contra os prédios do World Trade Center, em Nova York.
Parecia que a Terceira Guerra Mundial havia começado. Mas o que se
verificou, de fato, é que a história humana acabava de registrar
mais um capítulo sangrento das guerras religiosas que tristemente
têm marcado a civilização desde os faraós. (1)
Cruzadas,
inquisições, progroms, nazismo e comunismo são
alguns tópicos das guerras religiosas, completado recentemente com
a eclosão do fundamentalismo islâmico, com seus Ruhollah Khomeini
e Osama bin Laden. Os jornais e noticiários comentam diariamente
os conflitos entre cristãos e muçulmanos no Líbano,
Chipre, Bósnia, Rússia, Nigéria, Timor Leste e Filipinas;
entre judeus e muçulmanos em Israel; hindus e muçulmanos na
Índia; além de disputas no seio do próprio cristianismo
e do islamismo, como entre católicos e protestantes na Irlanda do
Norte, ou entre muçulmanos sunitas e xiitas no Irã, Iraque
e Síria.
E
não é tudo, pois a questão religiosa também
é inspiração para matanças por regimes políticos,
disputas nacionalistas e puro racismo: o massacre de budistas no Tibet ocupado
pelos comunistas chineses, as perseguições contra a minoria
curda na Turquia e no Iraque e os assassinatos de negros no Sul dos Estados
Unidos por protestantes brancos, são alguns exemplos lamentáveis.
Neste
contexto, a compreensão das mentalidades dos povos e das culturas
religiosas protagonistas destes acontecimentos, fazem do teólogo
um observador arguto da realidade social. Sua rica bagagem cultural está
à disposição da mídia, das universidades e centros
de pesquisa para completar o saber de praticamente todas as áreas
das ciências humanas: jornalismo, filosofia, sociologia, história,
antropologia, psicologia, pedagogia, política, propaganda e até
a ecologia.
Mas,
afinal, o que é a teologia? Na definição mais ampla
do dicionarista Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira, teologia é
o "estudo das questões referentes ao conhecimento da divindade,
de seus atributos e relações com o mundo e com os homens.
O estudo racional dos textos sagrados, dos dogmas e das tradições."
(2) O desenvolvimento da teologia e seu diálogo com áreas
afins do conhecimento também lhe conferiram novas denominações,
como Filosofia da Religião ou Ciência da Religião.
Mas
para se entender a fundo a amplitude, diferenças, complexidade e
riqueza do saber teológico e religioso judaico-cristão, desde
os primórdios da civilização, também é
fundamental o estudo dos ensinamentos dos grandes líderes religiosos
e das obras dos teólogos e pensadores de todos os tempos:
- Gilgamesh de Uruk (c. 2700 a.C.)
- Abraão de Ur (c. 1800 a.C.)
- Hamurábi da Babilônia (c. 1700 a.C.)
- Akhenáton de Amarna (c. 1350 a.C.)
- Moisés do Egito (3) (1300 a.C.)
- Salomão (c. 950 a.C.)
- Elias (c. 900 a.C.)
- Amós de Tekoa (c.750 a.C.)
- Isaías (c. 730 a.C.)
- Jeremias de Anatot (c. 620 a.C.)
- Zaratustra da Pérsia (c. 570 a.C.)
- Ezequiel (c. 560 a.C.)
- Esdras Escriba (c. 400 a.C.)
- Hillel (75 a.C.-5 d.C.)
- Fílon de Alexandria (20 a.C.-50 d.C.)
- Jesus de Nazaré (4) (0-33)
- Paulo de Tarso (5) (4-64)
- Yochanan ben Zakai (?-80)
- Flávio Josefo (37-100)
- Aquiva (?-135)
- Basílides de Alexandria (120-161)
- Taciano, o Sírio (120-180)
- Yehuda Hanassi (130-210)
- Clemente de Alexandria (150-215)
- Orígenes (185-254)
- Jerônimo de Estridão (348-419)
- João Crisóstomo (350-407)
- Agostinho de Tagasta (354-430)
- Gregório de Nissa (355-394)
- Nestório (381-450)
- Anísio Boécio (480-524)
- Isidoro de Sevilha (560-633)
- Beda de Nortúmbria (673-735)
- João Damasceno (675-754)
- Hincmar von Reims (806-882)
- Hunayan ibn Ishaq (808-873)
- Gotescaldo de Orbais (?-869)
- John Scot Erígena (810-870)
- Saádia Gaon (882-942)
- Yahyâ ibn Adi (894-974)
- Hasday ibn Shaprut (915-970)
- Berengário de Tours (1005-1088)
- Lanfranco de Pádua (1010-1089)
- Itzhak Alfasi (1013-1103),
- Shlomo ibn Gabirol (1022-1051)
- Anselmo de Aosta (1034-1109)
- Shlomo ben Itzhak (1040-1105)
- Eustrato de Nicéia (1050-1120)
- Yehuda Halevi (1075-1140)
- Pierre Abelardo (1079-1142)
- Bernard de Claraval (1090-1153)
- Juan Avendadud de Espanha (1110-1180)
- Alain de Lille (1120-1203)
- John of Salisbury (1125-1180)
- Ibn Ruchd (1126-1198)
- Pierre de Poitiers (1130-1205)
- Moshe ben Maimon (1135-1204)
- Steven Langton (?-1228)
- Alberto Magno (1193-1280)
- Moshe ben Nachman (1194-1270)
- Roger Bacon (1220-1294)
- Giovanni Boaventura (1217-1274)
- Tomás de Aquino (1225-1274)
- Moshe de Leon (?-1305)
- Ramon Llull (1233-1316)
- Dietrich von Freiburg (1250-1320)
- Mestre Eckhart (1260-1328)
- Nicholas de Lyra (1265-1349)
- John Duns Scot (1266-1308)
- Levi ben Gherson (1288-1344)
- William of Ockham (1290-1349)
- Yehuda Romano (1292-?)
- Moshe de Narbonne (1300-1362)
- John Wycliffe (1320-1384)
- Hasday Crescas (?-1410)
- Jan Huss (1369-1415)
- Thomas Kempis (1380-1471)
- Heimeric van der Velde (1395-1460)
- Nicolau de Cusa (1401-1464)
- Jorge Escolário (1405-1472)
- Isaac Abravanel (1437-1508)
- Girolamo Savanarola (1452-1498)
- Yehuda Abravanel (1460-1521)
- Erasmo de Rotterdam (1465-1536)
- Martin Luther (1483-1546)
- Ulrich Zwingli (1484-1531)
- Corlelius Agrippa (1486-1535)
- Yosef Caro (1488-1575)
- Philip Melanchthon (1497-1560)
- Samuel Usque (1500-1560)
- John Knox (1505-1572)
- Jean Calvin (1509-1564)
- Michel Servet (1511-1553)
- Moshe Cordovero (1522-1570)
- José de Ancieta (1534-1597)
- Jakobus Arminius (1560-1609)
- Jacob Boheme (1575-1624)
- Uriel da Costa (1575-1640)
- Johan Gerhard (1582-1637)
- Jan Amos Comenius (1592-1670)
- Menasseh ben Israel (1604-1657)
- Isaac Aboab da Fonseca (1605-1693)
- Antônio Vieira (1608-1697)
- Isaac Oróbio de Castro (1620-1687)
- Baruch Spinoza (1632-1677)
- Nicolas Malembranche (1638-1715)
- Emanuel Swedenborg (1688-1772)
- Hermann Samuel Reimarus (1694-1768)
- Israel ben Eliezer (1700-1760)
- John Wesley (1703-1791)
- Moshe Chaim Luzzatto (1707-1747)
- Moses Mendelssohn (1729-1786)
- Claude-Henri Rouvroy (1760-1825)
- Friedrich Schleimacher (1768-1834)
- Wilhelm von Wette (1780-1849)
- Nachman Krochmal (1785-1840)
- Ferdinand Christian Baur (1792-1869)
- David Friedrich Strauss (1808-1874)
- Samson Raphael Hirsch (1808-1888)
- Salomon Formstecher (1808-1889)
- Samuel Hirsch (1815-1889)
- Franz Frank (1827-1894)
- Martin Kahler (1835-1912)
- Franz Overbeck (1837-1905)
- Hermann Cohen (1842-1918)
- Julius Wellhausen (1844-1918)
- Adolf von Harnack (1851-1930)
- Aharon David Gordon (1856-1922)
- Alfred Loisy (1857-1940)
- Alfred North Whitehead (1861-1947)
- Hermann Gunkel (1862-1932)
- Ernst Troeltsch (1865-1923)
- Avraham Itzhak Kook (1865-1935)
- Leonhard Ragaz (1868-1945)
- Hermann Kutter (1869-1931)
- Rudolf Otto (1869-1937)
- Leo Baeck (1873-1956)
- Martin Buber(1878-1965)
- Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955)
- Mordechai Kaplan (1881-1983)
- Albrech Alt (1883-1956)
- Rudolf Bultmann (1884-1976)
- Étienne Gilson (1884-1978)
- Ernst Bloch (1885-1977)
- Franz Rosenzweig (1886-1929)
- Paul Tillich (1886-1965)
- Karl Barth (1886-1968)
- Yehezkel Kaufmann (1889-1963)
- William Foxwell Albright (1891-1971)
- Reinhold Niebuhr (1892-1971)
- Marie Dominique Chenu (1895-1990)
- Leonardo van Acker (1896-?)
- Leonhard Rost (1896-1979)
- Henri de Lubac (1896-1991)
- Gershon Scholem (1897-1982)
- Erich Fromm (1900-1980)
- Joachim Jeremias (1900-?)
- Gerhard von Rad (1901-1971)
- Hugh Schonfield (1901-?)
- Martin Noth (1902-1968)
- Karl Rahner (1904-1984)
- Paul Winter (1904-1969)
- Yves Congar (1904-1995)
- Jean Danièlou (1905-1974)
- Hans Urs von Balthazar (1905-1988)
- Dietrich Bonhoeffer (1906-1945)
- Abraham Joshua Herschel (1907-1972)
- Marcel Simon (1907-?)
- Mircea Eliade (1907-1986)
- Trude Weiss-Rosmarin (1908-1989)
- John Bright (1908-?)
- Edward Schillebeeckx (1914-)
- Yosef Kaplan (1914-)
- Friedrich Heer (1916-1983)
- Franz Mussner (1916-)
- André Chouraqui (1917-)
- Boaventura Kloppenburg (1919-)
- Luís Alonso Schökel (1920-)
- Geza Vermes (1924-)
- Juan Luis Segundo (1925-1996)
- J. E. Martins Terra (1925-)
- Jürgen Moltmann (1926-)
- Norman K. Gottwald (1926-)
- Thomas J. J. Altizer (1927-)
- Utta Ranke-Heinemann (1927-)
- Elie Wiesel (1928-)
- Gustavo Gutiérrez (1928-)
- Hans Küng (1928-)
- Walfhart Pannenberg (1928-)
- Hugo Assmann (1933-)
- Rubem Alves (1933-)
- Yair Hoffman (1937-)
- James H. Cone (1938-)
- Leonardo Boff (1938-)
- Enrique Dussel (1943-)
- Karen Armstrong (1945-)
- Martin Goodman (1953-).
A
palavra teologia vem do grego e significa literalmente "o estudo de
Deus". Mas seu significado é muito mais amplo, pois trata-se
na verdade do conhecimento das religiões como um todo, daí
seu diálogo direto com a filosofia, sociologia, antropologia, psicologia.
Por exemplo, só o estudo científico da Bíblia,
o livro-base das doutrinas judaico-cristãs, exige o instrumental
histórico, arqueológico e lingüístico. (6) Dependendo
de qual texto bíblico queira-se estudar, a tarefa vai exigir o conhecimento
das línguas hebraica e aramaica para o "Velho Testamento"
e do grego, com o apoio do latim, para o "Novo Testamento". (7)
O
desenvolvimento da teologia na Idade Média européia foi um
processo de amadurecimento do pensamento filosófico grego, especialmente
a partir das idéias de Sócrates, Platão e Aristóteles,
já então interagindo com as especulações religiosas
místicas e racionalistas. O fruto disso tudo vai ser a construção
da cultura humanística ocidental a partir dos mestres teólogos,
que eram disputados a ocupar as principais cátedras nas insurgentes
universidades da Europa medieval, destacando-se as italianas, francesas,
espanholas, alemãs e inglesas.
Não
por acaso os pintores europeus refletiram em suas obras influências
de temas bíblicos e religiosos propagados aos quatro ventos pela
teologia. Eis alguns: Giotto, Eyck, Witz, Botticelli, Tintoretto, El Greco,
Caravaggio, Rubens, Rembrandt e Chagall. E o que falar dos afrescos da Capela
Cistina de Michelângelo?
O
mesmo aconteceu na música com Giovanni Palestrina, Dietrich Buxtehude,
Johann S. Bach, Georg F. Händel, Antonio Vivaldi, Doménico Cimarosa,
Joseph Haydn, Wolfgang A. Mozart, Gioachino Rossini, Ludwig von Beethoven,
Franz Schubert, Hector Berlioz, Felix Mendelssohn-Bartholdy, Robert Schumann,
Franz Liszt, Giuseppe Verdi, Cesar Franck, Anton Bruckner, Johannes Brahms,
Antonín Dvorák, Rimski-Korsakov, Hugo Distler, Laszlo Halmos,
Sherri Porterfield, dentre outros.
O
pensamento teológico também deixou a sua marca na obra de
filósofos de todas as épocas: Erasmo de Rotterdam, Thomas
More, Galileu Galilei, Baruch Spinoza, Christian Wolff, George Berkeley,
Immanuel Kant, Gotthold Efhraim Lessing, Ludwig Feurbach, Moses Hess, Soren
Kierkegaard, Karl Marx, Friedrich Nietzsche, Rudolf Steiner George Santayana,
Miguel de Unamuno, Henri Bergson, Bertrand Russel, Jacques Maritain, Jean-Paul
Sartre, Hannah Arendt, Emmanuel Levinas, Paul Ricoeur, George Steiner e
Jacob Needleman são alguns deles. (8)
Da
mesma forma, influiu em outros campos do saber, em pensadores, artistas
e ativistas tão diversos como Sigmund Freud e Jean-Luc Godard, Max
Weber e Robert Malthus, Isaac Deutscher e Charles Darwin, Albert Einstein
e Krysztof Kielowski, Lev Tolstói e John Lennon, Allan Bloom e Martin
Luther King, Rosa Luxemburg e Haroldo de Campos, Albert Camus e Marilena
Chauí, Luís de Camões e Émile Durkheim, Edmund
Wilson e Julia Kristeva, Albert Schweitzer e Cecil DeMille, Allen Ginzberg
e Gérard Haddad, Fernando Pessoa e Marthe Robert, Carl Gustav Jung
e Roberto Campos, Franco Zeffirelli e Edmund Leach, Renato Mezan e William
Shakespeare, Alfred Adler e Georges Duby, Paulo Freire e Itzhak Baer, Joseph
Campbell e Fiodor Dostoévski.
A
literatura é pródiga em obras com reflexos das idéias
religiosas dos mais diferentes matizes: A Divina Comédia (Dante
Alighieri); O Paraíso Perdido (John Milton); Eurico, o
Presbítero (Alexandre Herculano); O Seminarista (Bernardo
Guimarães); O Crime do Padre Amaro (Eça de Queirós);
Esaú e Jacó (Machado de Assis); Os Subterrâneos
do Vaticano (André Gide); Sansão (Vladimir Jabotinsky);
José e seus Irmãos (Thomas Mann); Absalom, Absalom
(William Faulkner); Olhai os Lírios do Campo (Érico
Veríssimo); O Aleph (Jorge Luis Borges); O Diabo e o Bom
Deus (Jean-Paul Sartre); O Pobre de Deus (Nikos Kazantzakis);
A Fonte de Israel (James Michener); As Sandálias do Pescador
e O Herege (Morris West); Médico de Homens e de Almas
(Taylor Caldwell).
E
também: O Nome da Rosa (Umberto Eco); Razão de Deus
(Muriel Spark); O Alef (Jorge Luis Borges); Moisés, Príncipe
do Egito e História do Povo Judeu (Howard Fast); O
Santo Inquérito (Dias Gomes); Memorial do Convento e O
Evangelho Segundo Jesus Cristo (José Saramago); Pessach: a
Travessia (Carlos Heitor Cony); O Rabino, O Diamente de Jerusalém
e O Último Judeu (Noah Gordon); Mistérios de Jerusalém
(Marek Halter); Vita Brevis (Jostein Gaarder); A Viagem de Théo
(Catherine Clément); A Mulher que Escreveu a Bíblia
(Moacyr Scliar); Lilith (Alina Reyes); O Evangelho de Judas
(Simon Mawer) e Moisés (Gerald Messadié), entre outros.
(9)
A Bíblia, matéria-prima para a teologia,
tem sido por séculos inspiração para a literatura.
George Steiner reconhece isso: "A universalidade modelizante do código
das Escrituras durou sensivelmente mais do que a força geral da religião.
O Deus dos filósofos e dos leigos iluministas pode ter morrido no
século XIX, mas o Deus da Bíblia e a linguagem e a
visão de mundo geradas por sua presença narrativa continuam
formidavelmente vivas e operantes nos escritos de Thomas Hardy, Thomas Mann,
Gide, Proust."
E
continua: "Nós não teríamos os ritmos da prosa
de Hemingway sem os Eclesiastes, nem as tristezas dinásticas
de Faulkner sem as Crônicas e os Livros dos Reis. O mundo de Schoenberg
é bíblico até o âmago e Fim de Jogo de
Samuel Beckett é uma meditação exata sobre os instrumentos
e as finalidades da paixão." (10)
Neste
contexto de diálogo cultural dos novos tempos de globalização,
o Brasil destaca-se também nas ciências humanas pela presença
em sua história e atualidade de reconhecidos intelectuais e ativistas
sociais no campo religioso. Entre eles, podemos citar José de Anchieta,
Antônio Viera, Isaac Aboab da Fonseca, Hélder Câmara,
Boaventura Kloppenburg, Walter I. Rehfeld, Luís Alonso Schökel,
Humberto Porto, J. E. Martins Terra, Paulo Evaristo Arns, Jacó Guinsburg,
Rubem Alves, Leonardo Boff, Henry Sobel, C. A. Libânio Christo e Nilton
Bonder.
Notas:
1) Samuel H. Huntington, em seu livro O Choque de Civilizações
(Ed. Objetiva), já alertava sobre o perigo do fundamentalismo islâmico
em 1996.
2) Novo Diconário da Língua Portuguesa (Ed. Nova Fronteira,
Rio de Janeiro, 2ª edição revista e aumentada), s/d.
3) Também conhecido por Moshe ben Amram (Moisés filho de Amram)
e Moshe Rabenu (Moisés nosso Mestre), em hebraico.
4) Também conhecido por Yoshua ben Yosef (Jesus filho de José),
em hebraico, ou simplesmente Jesus, em várias línguas européias.
5) Saul me Tarsus, no original hebraico.
6) Algumas indicações bibliográficas são: Introdução
Sócioliterária à Bíblia Hebraica, de Norman
K. Gottwald (Ed. Paulinas), A Bíblia Judaica e a Bíblia Cristã,
de Julio Trebolle Barrera (Ed. Vozes), Bíblia: Verdade e Ficção,
de Robin Lane Fox (Ed. Cia. das Letras), Os Homens da Bíblia,
de André Chouraqui (Ed. Cia. das Letras), Nascimento de Deus,
de Jean Bottéro (Ed. Paz e Terra), Guia Literário da Bíblia,
organizado por Robert Alter e Frank Kermode (Ed. Unesp), Fora do Jardim,
organizado por Christina Büchmann e Celina Spiegel (Ed. Imago), onde
mulheres dão a sua visão sobre as Escrituras, e Como Pão
no Prato Sagrado, de Rebecca Alpert (Ed. Rosa dos Tempos), uma leitura
lésbico-feminista do texto bíblico.
7) Os judeus seguem apenas o chamado "Velho Testamento" (Tanach,
em hebraico), adotado por católicos e protestantes com algumas diferenças
canônicas, além do acréscimo do cânone do "Novo
Testamento" para a Bíblia cristã.
8) Uma visão geral sobre o assunto pode ser vista no livro de S. E.
Frost Jr., Ensinamentos Básicos dos Grandes Filósofos
(Ed. Cultrix) e nos textos dos filósofos citados publicados na coleção
"Os Pensadores", da Ed. Abril.
9) Estas obras de ficção são uma amostragem geral, do
clássico ao contemporâneo, onde em diferentes literaturas a inspiração
bíblico-religiosa está presente. A título de comentário,
vale lembrar que as literaturas judaica (especialmente em iídiche)
e israelense (em hebraico) recorrem freqüentemente às tradições
bíblicas e do judaísmo em sua criação.
10) Apresentação ao Guia Literário da Bíblia,
organizado por Robert Alter e Frank Kermode (Ed. Unesp, São Paulo,
1997).
Notas:
1) "Teologia agora é curso superior reconhecido pelo MEC",
Folha de S. Paulo, 10/11/1999.
2) Decreto Lei no. 1051/69, artigo 1º.
3) DL 1051/69, artigos 1º e 2 º, parág. 268/81.
4) Lei 1.821/53, do Decreto 34.330/53, do parecer do CFE nº 3174/77
(Doc.204, p.17).
5) Parecer CES 505/99 do Conselho Nacional de Educação, de
19/05/1999.
6) Edital no. 02 de 08/09/1997.
7) Processo no. 23001 - 000081/99-00, Parecer no. CES 241/99, aprovado em
15/03/1999.
8) Parecer 241/99 e Parecer 765/99, ambos do Conselho Nacional de Educação,
homologados em 28/10/1999 e publicados em 31/11/1999, no documento "Esclarecimentos
gerais sobre os cursos superiores de teologia", do MEC e da Secretaria
de Educação Superior.