ÉTICA
No. 079 - Julho/2005
Os mandamentos do bom político
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HÉLIO DANIEL CORDEIRO
        Administrar a máquina pública através de gestões modernas e eficientes, como fazem as melhores empresas privadas em todo o mundo;
        Defender com todo o empenho a democracia e os direitos humanos;
        Não abusar da autoridade que o cargo lhe confere;
        Não desperdiçar o dinheiro público;
        Não legislar em causa própria ou por interesses escusos;
        Não praticar a demagogia (promessas de cunho popular sem garantia de serem cumpridas);
        Não praticar a prevaricação (ou seja, não faltar ao dever que o cargo exige, por má fé ou por interesse pessoal ou de terceiro);
        Não praticar o clientelismo (favorecimento de benefícios para amigos ou outras pessoas, de forma parcial e interesseira);
        Não praticar o corporativismo (defesa da classe política contra os interesses da sociedade em geral);
        Não praticar o nepotismo (contratação de parentes para os chamados “cargos de confiança” ou para qualquer outro cargo);
        Não praticar o tráfico de influência;
        Não ser corrupto e não compartilhar com a corrupção;
        Nunca perder de vista os reais interesses e necessidades da população;
        Prestar regularmente contas à sociedade do desempenho de sua gestão;
        Ser honesto. Honestidade não é só virtude, mas obrigação para quem exerce a política;
        Ser sensível à voz do povo;
        Ter curso superior. Os desafios dos novos tempos exigem uma cultura básica, sólida e permanentemente atualizada para a compreensão de temas essenciais da sociedade e do mundo contemporâneos;
        Ter fidelidade partidária. Não ficar mudando de partido conforme a conveniência pessoal;
        Zelar pela máxima transparência dos gastos do dinheiro público.